Depois de uma queda saí da hípica em uma ambulância

Faz 30 anos que monto cavalos, nunca tinha saído da hípica em uma ambulância, até semana passada.

Quem pratica hipismo sabe que cair do cavalo não é algo incomum. Eu já perdi as contas de quantas vezes levei tombos nas pistas da hípica. Mas até então eu não tinha tido uma queda que me fizesse sair da hípica de ambulância.

Seis anos atrás eu tive a pior queda da minha vida, virei com meu cavalo no meio de um salto. Dei uma tonteada, mas não precisei ir direto para o hospital. Acho que tive sorte daquela vez. Mas dessa vez não tive sorte não. Caí com o cavalo novamente e fiquei alguns minutos desacordada.

O animal não era meu, estava montando ele pela primeira vez, estava ainda trotando, quando o bichinho tropeçou e fomos parar no chão. Não me recordo disso, mas foi o que me falaram. Acho que tudo foi muito rápido e como desmaiei não me lembro de muita coisa, só acordei totalmente dentro da ambulância, a caminho do hospital. Passei o dia em observação e os resultados de todos os exames foram bons.

A pancada na cabeça foi forte, por conta disso tenho tonturas até hoje, mesmo já tendo passado uma semana do acidente. Uma coisa eu sei, se eu não estivesse usando capacete talvez não estaria aqui pra contar essa história.

Vim aqui fazer esse meu depoimento, pois continuo vendo pessoas montando sem capacete. Tenho visto cavaleiros e amazonas que montam com o equipamento de proteção somente porque sua hípica exige, mas teimam em usar sem a fixação atada. Dessa forma só estão protegidos contra uma queda de um piano em suas cabeças, não é mesmo? Pois se eles caírem da sela, a primeira coisa que saí rolando é o capacete desatado.

Outra novidade que venho observando, é que alguns cavaleiros vem optando pelo uso de capacetes de ciclismo, alegando que são mais leves e frescos. Mas será que esses acessórios de ciclista tem a mesma proteção que um bom capacete de hipismo?

Na dúvida não deixe de usar o capacete de hipismo sempre atado, em todos os momentos que esteja montado. Não use a desculpa de não estar saltando para não usar a proteção. Eu estava apenas trotando o cavalo e mesmo assim tive um acidente que poderia ter tido sérias consequências.

Cuide de você e de seu cavalo!

hípica

 

Capacete de proteção para cavaleiros

Um item essencial pra a segurança dos cavaleiros é o capacete.

Cada dia mais os atletas do hipismo vem se conscientizando a usar o capacete todo o tempo quando montados. Além de cuidarmos da nossa segurança usando capacete, podemos também escolher o modelo ideal para nós.

Fiz uma seleção com alguns capacetes que tem no mercado, infelizmente são todos importados, não conheço nenhuma marca nacional que faça modelos bonitos e resistentes.

GPA® Easy 2X Helmet: Um dos primeiros a surgir com alta tecnologia. O preço que não é muito convidativo.
GPA® Easy 2X Helmet: Um dos primeiros a surgir com alta tecnologia. O preço que não é muito convidativo.
IRH® Equi-Pro Helmet**: um dos mais populares nos EUA.
IRH® Equi-Pro Helmet**: um dos mais populares nos EUA, acredito que seja por causa do preço.
Samshield® Shadow Matt® Helmet**: Esse é o famosinho na Europa
Samshield® Shadow Matt® Helmet**: Esse é o famosinho na Europa
Charles Owen GR8 Riding Helmet: Esse é o queridinho das amazonas norte americanas
Charles Owen GR8 Riding Helmet: Esse é o queridinho das amazonas norte americanas
Charles Owen JR8 Sparkle Helmet**: Para as que gostam de brilho.
Charles Owen JR8 Sparkle Helmet**: Para as que gostam de brilho.
Troxel® Rebel Helmet* : Além de ser diferente com essa estampa, tem um preço bem mais em conta que os outros
Troxel® Rebel Helmet* : Além de ser diferente com essa estampa, tem um preço bem mais em conta que os outros
Casco Choice Titan: Alemão, ajustável e com um bom preço
Casco Choice Titan: Alemão, ajustável e com um bom preço
Kask Dogma Velvet Light: Italiano com preço bem salgado
Kask Dogma Velvet Light: Italiano , ajustavel na cabeça, mas com preço bem salgado

 

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Cartola extinta do adestramento

Novo regulamento de adestramento da CBH elimina o uso da cartola em competições.

Que a cartola é muito elegante e deixa os cavaleiros e amazonas mais elegante, todo mundo concorda. Mas temos que usar equipamentos de segurança como o capacete.

A Confederação de Adestramento vem há algum tempo, tentando colocar a regra de obrigatoriedade do capacete nas competições de adestramento. Até o ano passado o regulamento exigia que menores de 18 anos e pessoas montando cavalos com menos de 7 anos usassem capacete. Mas esse ano o uso se tornou obrigatório para todos os cavaleiros e amazonas que competem na modalidade adestramento.

Veja abaixo o que diz o regulamento de Adestramento da CBH 2016.

ART. 427- Uniformes É obrigatório o uso do capacete, por todos os cavaleiros, independentemente da categoria em que compete ou da idade. Para cavaleiros das séries Mini mirins, Mirins, Pônei, Junior e Young Riders, também é obrigatório o uso do capacete durante a inspeção veterinária. Recomenda-se que a pessoa que apresente o cavalo na inspeção veterinária também porte um capacete. Todo cavaleiro (ou qualquer outra pessoa) que não observar essa regra deve ser imediatamente proibida de seguir montando enquanto não colocar um capacete. . O capacete nunca pode ser retirado da cabeça, nem para a saudação no alto de entrada e saída e tampouco para premiação e o galope da vitória.

Ou seja minha cartola ficará guardada daqui para frente.

cartola

 

Se quiser ver o regulamento da CBH completo clique aqui.

Capacete bem guardado

O item mais importante de segurança no hipismo é o capacete.

Como o capacete pode salvar nossas vidas em uma queda do cavalo ele deve ser guardado com cuidado, então porque não um gancho especial para isso?

Encontrei no ETSY um pendurador que serve para todos os modelos de capacetes. Além de manter o seu equipamento protegido de arranhões ainda pode deixar seu quarto de sela mais organizado. O gancho é feito de aço pintado e tem o formato do capacete para segurar bem o equipamento.

capacete capacete

 

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10 razões para nao usar capacete de hipismo

Existem muitas razões para não usar capacete de hipismo?

Mesmo depois da FEI investir em campanhas e mudar regulamentos sobre o uso do capacete de hipismo existem pessoas que ainda usam desculpas para não fazer uso desse equipamento de segurança. Reuni algumas dessas razões e listei aqui, mas se você tiver um motivo diferente desses para não montar seu cavalo com um capacete na cabeça me envie um comentário.

1 – Capacete me dá dor de cabeça.
Talvez seu capacete não é do tamanho certo para sua cabeça, pode estar apertado ou ainda o modelo não é o ideal para você.

2 – Vai bagunçar meu cabelo.
Você pode continuar com as madeixas impecáveis mas talvez terá que ir para o hospital com uma séria contusão.

3 – Sou um cavaleiro experiente não irei cair.
Mesmos os mais qualificados cavaleiros caem e podem se machucar.

4 – Capacetes são muito quente.
Existem novos modelos de capacete de hipismo que tem sistema de ventilação deixando assim sua cabeça mais fresquinha.

5 – Na modalidade que pratico não é comum usar capacete.
Pode não ser comum, mas seria muito mais seguro usá-lo.

6 – Acabei de vir do cabeleireiro.
Se você usar capacete poderá voltar várias vezes ao salão de beleza e fazer lindos penteados, mas senão usar talvez você terá que voltar várias vezes ao hospital.

7 – Meu cavalo é manso.
Mesmo que seu cavalo seja dócil e tranquilo ele pode te derrubar ou até mesmo cair junto com você, por conta de um tropeção ou um susto.

8 – O capacete não combina com minha roupa.
Você pode customizar seu equipamento e assim ficar na moda e até lançar tendência.

9 – O cavaleiro que admiro não usa capacete.
Espero que nem seu ídolo ou você sofram uma queda.

10 – Meu cabelo fica fedido quando uso capacete.
Já experimentou lavar seu equipamento com mais frequência?

capacete de hipismo

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Ministério Público firma TAC para regulamentar esportes hípicos

Quem sabe com esse acordo do Ministério Público além da obrigatoriedade do uso do capacete poderemos ter profissionais mais qualificados instruindo os cavaleiros e amazonas no Brasil.

O Ministério Público de São Paulo, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos da Infância e da Juventude da Capital, firmou nessa terça-feira (06/05)  um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) e com a Federação Paulista de Hipismo (FPH) para regulamentar a prática de esportes hípicos no Brasil.

O TAC foi firmado em procedimento instaurado a partir da representação de uma mãe, cuja filha havia sido aluna de mais de um centro hípico na cidade de São Paulo. Segundo a representante, a filha, menor de 18 anos, havia tomado aulas em animais muito arredios,  incompatíveis com a sua idade e nível de aprendizagem. A representante também questionou a formação dos instrutores dos esportes hípicos.

Durante a  investigação, conduzida pela Promotora de Justiça Luciana Bergamo Tchorbadjian, apurou-se que os esportes hípicos não são regulamentados no Brasil – apenas as competições –  e verificou-se que, efetivamente, no geral, não há qualquer padronização no tocante à formação mínima dos  instrutores. Os pontos abordados no TAC tiveram como base pesquisas que foram feitas pelo “Movimento Saltando com Saúde” com os próprios praticantes dos esportes hípicos , que foram questionados sobre o que se fazia necessário para o incremento da segurança da referida prática esportiva.

A CBH caberá a regulamentação, no prazo de 90 dias,  do funcionamento das escolas de hipismo e estabelecer, no mínimo, as seguintes regras que deverão ser seguidas por todos os clubes hípicos, escolas de equitação, centros hípicos e maneges e valerão para todo o País: obrigatoriedade de utilização de capacete, certificado pelo Inmetro ou pela Federação Equestre Internacional (FEI), por todos os seus frequentadores, inclusive fora das aulas e das competições, até mesmo para breves passeios; a necessidade de frequência da totalidade de seus professores e instrutores ao curso básico que será ministrado pela CBH; a necessidade da entrega, no ato da matrícula de crianças e adolescentes de manuais de orientação, mediante recibo a ser arquivado com os documentos referentes à matrícula, em pasta ou arquivo próprio, que deverá permanecer em local acessível para consulta, nas dependências das entidades; necessidade de indicação de responsável técnico para cada uma das modalidades hípicas ministradas pelos clubes hípicos, escolas de equitação, centros hípicos e maneges.

A CBH assume a obrigação de conceder certificado aos clubes hípicos, escolas de equitação, centros hípicos e maneges afiliados, cujos professores e afiliados, em sua totalidade, tiverem concluído, com aproveitamento o curso básico.

A FPH assumiu a obrigação de dar publicidade ao ato normativo objeto da regulamentação a todas as entidades afiliadas, enviando-o a estas, por meio de mensagem eletrônica, que deverá ser encaminhada, em cópia, à Promotoria, juntamente com a relação das entidades afiliadas com nome, endereço completo, inclusive eletrônico, e nome do respectivo diretor/coordenador.

Ambas as entidades (CBH e FPH) assumiram a obrigação de divulgar e manter a divulgação em suas páginas na Internet, em campos específicos e de fácil localização e visualização, do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), do ato normativo objeto da regulamentação, dos manuais de orientação e da relação das entidades que, em seu âmbito de atuação, seja federal ou estadual, receberam a certificação, sejam eles clubes hípicos, escolas de equitação, centros hípicos ou maneges. E também assumiram a obrigação de, preferencialmente em parceria com o “Movimento Saltando com Saúde”, no prazo de 120 dias, elaborarem dois manuais de orientação que versem sobre a segurança na prática dos esportes hípicos, um deles destinado às crianças a partir dos seis anos de idade e adolescentes e o outro aos pais ou responsáveis.  E, ainda, assumem a obrigação de comunicar ao Ministério Público eventuais denúncias tão logo por elas recebidas, que versem sobre o descumprimento do ato normativo e das demais regras da Federação Equestre Internacional.

O descumprimento ensejará o pagamento de multa no valor de R$ 50 mil por compromissária do TAC. O procedimento seguirá para o Conselho Superior do Ministério Público para eventual homologação de seu arquivamento.

ministério público

Fonte: Núcleo de Comunicação Social – Ministério Público do Estado de São Paulo

Hipismo um dos esportes mais perigosos

O site BuzzFeed fez uma seleção dos esportes mais perigosos, ou pelo menos os que mais levam a  morte e acidentes graves.
Alguns me surpreenderam, mas outros eu concordo. Na lista está o nosso tão amado Hipismo.
Veja a lista abaixo.

1- Mergulho em cavernas
É mergulhar sem enxergar nada e sem poder vir a superfície.
Me parece bem perigoso.

2 – Surfar em trem
Começou como uma carona no teto de trens super lotados e agora é um esporte mortal.
Não vejo como um esporte, mas realmente é bem radical.

3 – Base Jump
Consiste em saltar de prédios, antenas, pontes e penhascos, com apenas um pequeno paraquedas.
Devem ser loucos os praticantes dessa modalidade.

4 – Cheerleading
Meninas dançam e saltam para torcer por seus times.
Esse eu não imaginava, mas dizem acontecer muitos acidentes durante as apresentações.

5 – Heli-Skiing
De helicóptero se alcança picos para esquiar na neve.
Muito arriscado ir para lugares onde a qualquer momento pode acontecer uma avalanche.

6 – Hipismo
Realmente nosso esporte pode ser bem perigoso, muitos casos de traumatismo craniano são relatados. Por isso é tão importante o uso do capacete.

7 – Empinar Pipa
Quem pode imaginar que uma brincadeira de criança possa levar a morte. Mas no Paquistão onde aconteciam festivais de pipa em 2007, 11 pessoas morreram e 100 ficaram machucadas durante o evento, devido a linha cortante das pipas e tombos de telhados.

Veja o vídeo abaixo com a lista.

perigo

Capacete invisível, será que funciona no hipismo?

Alguns cavaleiros ainda resistem em usar o capacete de segurança ao montar seus cavalos. Para esses encontrei um capacete que foi criado para ciclistas que pode ser que funcione no hipismo.

Uma dupla sueca desenvolveu um capacete invisível, o Hövding. Elas demoraram 7 anos para produzir o produto.

O capacete, (que não é bem um capacete), aciona a sua proteção em menos de 1 segundo ao menor sinal de impacto. E ainda tem uma espécie de caixa-preta para capturar os últimos 10 segundos antes do momento do acidente.

O modelito é legal e até charmoso, mas não sei se realmente protege, ainda acho que o capacete convencional é o ideal tanto para os ciclista como para os cavaleiros.

Vejam abaixo o vídeo que demonstra como o Hövding funciona e me digam o que acham.

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Capacete Kep de hipismo

A marca italiana de capacetes Kep usa diferentes materiais em seus produtos que dão um charme especial.

Vejam alguns dos modelos abaixo que tem uma textura imitando couro de cobra.

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Vale lembrar que é importante usar o capacete para montar cavalos, seja a modalidade que for esse item pode evitar que acidentes tenham consequências graves.

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