Ministério Público firma TAC para regulamentar esportes hípicos

Quem sabe com esse acordo do Ministério Público além da obrigatoriedade do uso do capacete poderemos ter profissionais mais qualificados instruindo os cavaleiros e amazonas no Brasil.

O Ministério Público de São Paulo, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos da Infância e da Juventude da Capital, firmou nessa terça-feira (06/05)  um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) e com a Federação Paulista de Hipismo (FPH) para regulamentar a prática de esportes hípicos no Brasil.

O TAC foi firmado em procedimento instaurado a partir da representação de uma mãe, cuja filha havia sido aluna de mais de um centro hípico na cidade de São Paulo. Segundo a representante, a filha, menor de 18 anos, havia tomado aulas em animais muito arredios,  incompatíveis com a sua idade e nível de aprendizagem. A representante também questionou a formação dos instrutores dos esportes hípicos.

Durante a  investigação, conduzida pela Promotora de Justiça Luciana Bergamo Tchorbadjian, apurou-se que os esportes hípicos não são regulamentados no Brasil – apenas as competições –  e verificou-se que, efetivamente, no geral, não há qualquer padronização no tocante à formação mínima dos  instrutores. Os pontos abordados no TAC tiveram como base pesquisas que foram feitas pelo “Movimento Saltando com Saúde” com os próprios praticantes dos esportes hípicos , que foram questionados sobre o que se fazia necessário para o incremento da segurança da referida prática esportiva.

A CBH caberá a regulamentação, no prazo de 90 dias,  do funcionamento das escolas de hipismo e estabelecer, no mínimo, as seguintes regras que deverão ser seguidas por todos os clubes hípicos, escolas de equitação, centros hípicos e maneges e valerão para todo o País: obrigatoriedade de utilização de capacete, certificado pelo Inmetro ou pela Federação Equestre Internacional (FEI), por todos os seus frequentadores, inclusive fora das aulas e das competições, até mesmo para breves passeios; a necessidade de frequência da totalidade de seus professores e instrutores ao curso básico que será ministrado pela CBH; a necessidade da entrega, no ato da matrícula de crianças e adolescentes de manuais de orientação, mediante recibo a ser arquivado com os documentos referentes à matrícula, em pasta ou arquivo próprio, que deverá permanecer em local acessível para consulta, nas dependências das entidades; necessidade de indicação de responsável técnico para cada uma das modalidades hípicas ministradas pelos clubes hípicos, escolas de equitação, centros hípicos e maneges.

A CBH assume a obrigação de conceder certificado aos clubes hípicos, escolas de equitação, centros hípicos e maneges afiliados, cujos professores e afiliados, em sua totalidade, tiverem concluído, com aproveitamento o curso básico.

A FPH assumiu a obrigação de dar publicidade ao ato normativo objeto da regulamentação a todas as entidades afiliadas, enviando-o a estas, por meio de mensagem eletrônica, que deverá ser encaminhada, em cópia, à Promotoria, juntamente com a relação das entidades afiliadas com nome, endereço completo, inclusive eletrônico, e nome do respectivo diretor/coordenador.

Ambas as entidades (CBH e FPH) assumiram a obrigação de divulgar e manter a divulgação em suas páginas na Internet, em campos específicos e de fácil localização e visualização, do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), do ato normativo objeto da regulamentação, dos manuais de orientação e da relação das entidades que, em seu âmbito de atuação, seja federal ou estadual, receberam a certificação, sejam eles clubes hípicos, escolas de equitação, centros hípicos ou maneges. E também assumiram a obrigação de, preferencialmente em parceria com o “Movimento Saltando com Saúde”, no prazo de 120 dias, elaborarem dois manuais de orientação que versem sobre a segurança na prática dos esportes hípicos, um deles destinado às crianças a partir dos seis anos de idade e adolescentes e o outro aos pais ou responsáveis.  E, ainda, assumem a obrigação de comunicar ao Ministério Público eventuais denúncias tão logo por elas recebidas, que versem sobre o descumprimento do ato normativo e das demais regras da Federação Equestre Internacional.

O descumprimento ensejará o pagamento de multa no valor de R$ 50 mil por compromissária do TAC. O procedimento seguirá para o Conselho Superior do Ministério Público para eventual homologação de seu arquivamento.

ministério público

Fonte: Núcleo de Comunicação Social – Ministério Público do Estado de São Paulo

Cavalaria da PM já está adaptada ao equipamento de segurança

Cavalos da cavalaria da Polícia Militar ganham uniforme de proteção.

Estamos a poucos dias da Copa do Mundo de Futebol e a cavalaria da Polícia Militar parece já está preparada para entrar em ação. Com novo equipamento de segurança que parece uma armadura os cavalos e policiais irão enfrentar os possíveis protestos e confusões nos dias de jogos. Eles passaram por treinamento para adaptação ao novo uniforme.

O objetivo das inovações é reduzir ao máximo o impacto das agressões que policial e cavalo possam sofrer durante confrontos e distúrbios. Há pelo menos dois anos a corporação vem estudando o novo modelo. E buscou no exterior algumas inovações que julgou serem necessárias implementar.

A armadura com que os cavalos terão de se proteger será composta de viseira de acrílico, botas antiderrapantes, protetor facial e uma cobertura de couro maior no peito. Os animais já estão passando por treinamento neste mês e sendo preparados para todo tipo de choque com manifestantes. Já foram relatadas cenas de desequilíbrio e acidentes nesse período de adaptação dos animais à nova indumentária, uma vez que a viseira modifica a visão devido ao reflexo da luz e o conjunto do equipamento lhes causa desconforto no corpo.

Os policiais militares vão usar uma armadura semelhante à roupa do “Robocop” – um exoesqueleto de polipropileno. Cada conjunto custou cerca de R$600 para os acessórios dos cavalos e R$2.300 pela nova vestimenta.

Já tinha falado sobre esses novos equipamentos da PM aqui no Hipismo&Co. Mas agora vim mostrar para vocês fotos dos cavalos e cavaleiros com a tal armadura. Vejam abaixo uma coletânea de imagens da Cavalaria.

Foto: O Dia
Foto: O Dia

 

Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo
Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo
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Foto: Cavalaria da PM treina com novos equipamentos de segurança – Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão
Foto: Werther Santana/Estadão
Foto: Werther Santana/Estadão
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Foto: Werther Santana/Estadão

 

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Foto: Werther Santana/Estadão
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Foto: Werther Santana/Estadão

 

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Foto: Veja Rio

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Cavalos morrem em cocheiras montadas para concurso na Hípica do Rio de Janeiro

Dois cavalos morreram eletrocutados no sábado nas dependências da Sociedade Hípica Brasileira (SHB), no Rio de Janeiro, e outros dois ficaram feridos. Os animais participariam no fim de semana do evento de abertura do Calendário Hípico, organizado pela Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro (FEERJ), e foram alojados em cocheiras móveis.

Quem já foi a concursos já deve ter deixado seus companheiros de competições nessas baias que são montadas para os concorrentes que vem de fora, elas são feitas de estrutura metálica e lona. Já vi alagarem, desmontarem e até entortarem em cima dos cavalos, sem contar que algumas tem um tamanho muito pequeno. Será que essas instalações oferecem a segurança necessária para nossos atletas equinos?

Os concursos recebem cada vez mais concorrentes e por isso fazem uso das cocheiras montadas. É muito triste ver casos em que os organizadores dos eventos dão mais atenção para o número de inscrições do que para o bem-estar dos animais.

Vejam aqui a matéria no O GLOBO sobre o ocorrido.

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Fonte e foto: O GLOBO

Será que depois de cair do cavalo devemos voltar para a sela?

Tem uma regra no hipismo que com certeza quem faz equitação já deve ter escutado: – “Caiu do cavalo levanta e sobe de volta para a sela”.

Porém se ao cair o cavaleiro sofrer algum ferimento grave não é uma boa ideia montar novamente. Muitas vezes não vamos saber que algo grave aconteceu na hora do acidente. Para isso surgiu o Shockbox um equipamento que vai afixado no capacete e avalia se a pancada na cabeça do cavaleiro foi grave ou não. O Shockbox envia um relatório pra um celular. Se o aplicativo disser que pode ter ocorrido algum ferimento devido a força do golpe é melhor não montar novamente e procurar um médico.

Eu acho que em qualquer tipo de tombo o melhor é ir a um hospital e ver se está tudo bem, com ou sem Shockbox.

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Estados Unidos tentam conter superpopulação de cavalos selvagens

O cavalo selvagem, descendente dos cavalos trazidos da Espanha para a América, é um símbolo do Oeste dos Estados Unidos, mas sua proliferação sob o amparo de leis de proteção se tornou um problema de espaço vital no país.

O Birô de Gestão de Terras (BLM, na sigla em inglês), uma dependência do Departamento do Interior, tem a seu cargo atualmente 33.780 cavalos e 6.825 burros selvagens que trotam, galopam, pastam e se reproduzem livremente em cerca 12 milhões de hectares de terras federais.

Os equinos não têm predadores naturais e as manadas podem dobrar de tamanho em apenas quatro anos, e por isso o BLM precisa prender todo ano milhares de animais para controlar a população nas terras federais, que englobam dez estados do oeste do país.

Para tentar driblar a superpopulação, o BLM criou um programa de adoção que, no ano passado, colocou 2.671 animais sob cuidado de indivíduos privados, mas o número é pequeno comparado à adoção de mais de 5 mil cavalos por ano em meados da década passada.

Exemplares de cavalos selvagens que vivem em área dos Estados Unidos (Foto: Divulgação/Bureau of Land Management)
Exemplares de cavalos selvagens que vivem em área dos Estados Unidos (Foto: Divulgação/Bureau of Land Management)

Fonte: Globo.com

Proteção para seu cavalo com muito charme

Você já soltou seu cavalo em um piquete ou mesmo o deixou correr em liberdade no redondel e ele se machucou?

Para evitar os machucados o ideal é que seu animal use proteção, como caneleiras, cloches e boleteiras. Esses itens não são apenas para quando seu cavalo vai trabalhar ou saltar, eles protegem as canelas e boletos de serem alcançados com as ferraduras na hora daquele galope animado que seu equino pode dar ao se sentir livre.

Olhem que lindo esse kit de proteção com caneleiras e cloches estampados em xadrez da HKM.

A venda no site  australiano Equestrienne.

caneleiras_xadrez

Campanha no Facebook para salvar cavalos mobiliza mais de 39 mil pessoas

Depois de uma foto de um cavalo morto no Fosse Park, em Leicester, Inglaterra, ter sido publicada na web, mais de 39 mil pessoas curtiram uma campanha criada no Facebook para salvar os animais. Segundo o Daily Mail, os cavalos estão sendo abandonados e morrendo por conta dos alagamentos na região, e os participantes da campanha querem que sejam tomadas ações contra os donos dos animais.

De acordo com o jornal, a organização de proteção aos animais RSPCA visitou os campos onde estavam os cavalos, mas não iniciou uma investigação de suspeita de negligência aos cavalos, porque um veterinário disse não haver provas claras que eles estavam sofrendo desnecessariamente.

Mark Johnson, criador da campanha no Facebook, disse à publicação que viu um cavalo morto, se decompondo, e que até tentou levantar outro cavalo deitado, junto com os bombeiros, mas o animal teve que ser sacrificado. O dono dos cavalos afirmou que cuida dos animais e que a polícia disse que ele não cometeu nenhum crime. Segundo especialistas ouvidos pelo Daily Mail, outros animais correm risco de vida por conta dos alagamentos na região.

Veja aqui a página criada para a campanha no Facebook

 fossepark

Fonte: Terra

Ciclista e cavalos nas ruas

A campanha inglesa, chamada “Nice Way Code“, alerta os motoristas para respeitarem os ciclistas. Em um dos vídeos da campanha eles comparam o ciclista a um cavalo, na tentativa que os carros diminuam a velocidade, deem espaço e respeitem a bicicleta. Talvez na Inglaterra as pessoas estejam acostumadas a respeitar os cavaleiros com seus cavalos pelas ruas, já aqui no Brasil acho que a campanha não faria muito sentido, pois não vemos pessoas montadas pela cidade com frequência.

Vejam o filme abaixo, é bem engraçado. Apesar que no final a moça na bicicleta está sem capacete ou qualquer outro equipamento de segurança.

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Passeios de carruagem puxadas por cavalos podem ser proibidos em Nova York

O novo prefeito de Nova York, Bill de Blasio tem planos para encerrar uma das mais antigas tradições da cidade. Na segunda-feira (30/12), antes de tomar posse, o prefeito anunciou que durante a sua primeira semana no cargo pretende cumprir a promessa eleitoral de proibir passeios de carruagens puxadas por cavalos no Central Park. Ele argumentou que a atividade é uma forma de crueldade contra os animais.

Durante anos, os defensores dos direitos dos animais criticam em Manhattan os passeios de carruagens puxadas por cavalos, que remontam a 1858, dizendo que a prática é desumana e que os animais estão sobrecarregados.

Os condutores das carruagem negam as acusações de abuso dos animais, dizendo que os cavalos têm tempo de descanso adequado ao longo do ano. Caso a proibição seja aprovada, os proprietários das carruagens prometem tomar medidas judiciais contra o prefeito.

Se a proibição for aprovada pelo conselho da cidade, a prefeitura pretende substituir as carruagens por veículos elétricos antigos.

Eu achei uma ótima ideia e você o que achou?

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Fonte: A Tarde

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