{"id":5466,"date":"2010-12-14T17:59:05","date_gmt":"2010-12-14T20:59:05","guid":{"rendered":"http:\/\/hipismo.wordpress.com\/?p=5466"},"modified":"2010-12-14T17:59:05","modified_gmt":"2010-12-14T20:59:05","slug":"caras-deve-indenizar-o-cavaleiro-doda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/caras-deve-indenizar-o-cavaleiro-doda\/","title":{"rendered":"Caras deve indenizar o cavaleiro Doda"},"content":{"rendered":"<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal assegura a liberdade de informa\u00e7\u00e3o e express\u00e3o do pensamento. Mas tra\u00e7a, em contrapartida, os seus limites para assegurar a inviolabilidade \u00e0 intimidade, \u00e0 vida privada, \u00e0 honra e \u00e0 imagem, bem como o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos ocasionados.<\/p>\n<p>Com esse entendimento, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo condenou a Editora Caras a pagar indeniza\u00e7\u00e3o, por dano moral e material, no valor de R$ 80 mil ao <strong>cavaleiro \u00c1lvaro Affonso de Miranda Neto<\/strong>, o <strong>Doda<\/strong>. Ele \u00e9 casado com <strong>Athina Onassis<\/strong>, neta do magnata grego Arist\u00f3teles Onassis.<\/p>\n<p>O motivo da condena\u00e7\u00e3o foi a publica\u00e7\u00e3o de reportagem e fotografias do casamento de Doda e Athina. O casamento aconteceu em 2005, na Funda\u00e7\u00e3o Maria Luiza e Oscar Americano, no Morumbi.<\/p>\n<p>Para o Tribunal de Justi\u00e7a, a revista se excedeu no direito de cr\u00edtica e de informa\u00e7\u00e3o e acabou atingindo a honra do autor da a\u00e7\u00e3o. Por conta disso, tem o dever de indeniz\u00e1-lo pelos danos morais e materiais.<\/p>\n<p>A reportagem foi capa da revista e ganhou o t\u00edtulo \u201cCavaleiro que ainda recebe mesada do pai, de 45 mil reais, casa-se com a jovem mais rica do mundo\u201d. O autor da a\u00e7\u00e3o sustentou que a revista publicou reportagem ofensiva \u00e0 sua honra e a sua imagem e pediu indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais.<\/p>\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, a Justi\u00e7a condenou a editora a indenizar \u00c1lvaro em R$ 50 mil por danos morais e R$ 188,4 mil por danos materiais. Insatisfeitas com a senten\u00e7a, as partes ingressaram com recurso no Tribunal de Justi\u00e7a. A revista pediu que a a\u00e7\u00e3o fosse julgada improcedente e o autor reivindicou o aumento dos valores das indeniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No primeiro julgamento, a 3\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado, por maioria, seguiu o voto do desembargador Beretta da Silveira, que entendeu que a indeniza\u00e7\u00e3o era indevida e julgou a a\u00e7\u00e3o improcedente. O desembargador Adilson de Andrade acompanhou o entendimento de Beretta da Silveira deixando como vencido o ent\u00e3o relator, Doneg\u00e1 Morandini.<\/p>\n<p>Com base no voto divergente de Morandini, o autor da a\u00e7\u00e3o entrou com novo recurso no Tribunal de Justi\u00e7a para que a 3\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado revisse a decis\u00e3o tomada. A nova turma julgadora reformou o julgamento e por quatro votos a um condenou a Caras a indenizar o marido de Athina Onassis.<\/p>\n<p>\u201cA manchete da revista tem car\u00e1ter depreciativo, pois referido destaque, sem d\u00favida alguma, permite o pensamento de que o autor vive \u00e0s custas do pai e, com o casamento, passaria a desfrutar da riqueza da esposa, ou seja, transmite a id\u00e9ia de que se trata de um aproveitador, avesso ao trabalho\u201d, afirmou o novo relator, desembargador Jesus Lofrano.<\/p>\n<p>Beretta da Silveira continuou sustentando que n\u00e3o havia ofensa de porte para gerar indeniza\u00e7\u00e3o. Segundo ele, pode-se at\u00e9 entender que houve ironia, mas n\u00e3o ofensa a ponto de se transformar em ato il\u00edcito. \u201cA revista em quest\u00e3o se pauta por publica\u00e7\u00f5es de pessoas do mundo art\u00edstico e celebridades dos mais variados ramos da sociedade\u201d, disse Beretta da Silveira. \u201cPublica mat\u00e9rias de interesse do p\u00fablico e n\u00e3o mat\u00e9rias de interesse p\u00fablico\u201d, justificou.<\/p>\n<p>Segundo o desembargador, aquele que age dentro de seu direito, a ningu\u00e9m prejudica. Por isso, n\u00e3o ser\u00e1 obrigado a indenizar. Ainda de acordo com Beretta da Silveira, quando a reportagem se enquadra em uma das situa\u00e7\u00f5es definidoras do que chamou de n\u00e3o abuso, n\u00e3o se caracteriza a causa geradora do dever de indenizar. O desembargador ficou isolado nos seus argumentos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5467\" title=\"athina_doda_hipismo1\" src=\"http:\/\/hipismo.files.wordpress.com\/2010\/12\/athina_doda_hipismo1.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"280\" \/><\/p>\n<p><em><strong>Fonte: Conjur<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal assegura a liberdade de informa\u00e7\u00e3o e express\u00e3o do pensamento. Mas tra\u00e7a, em contrapartida, os seus limites para assegurar a inviolabilidade \u00e0 intimidade, \u00e0 vida privada, \u00e0 honra e \u00e0 imagem, bem como o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos ocasionados. 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