{"id":18105,"date":"2013-11-27T16:33:24","date_gmt":"2013-11-27T18:33:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/?p=18105"},"modified":"2013-11-26T16:38:32","modified_gmt":"2013-11-26T18:38:32","slug":"montar-qualquer-cavalo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/montar-qualquer-cavalo\/","title":{"rendered":"Montar qualquer cavalo"},"content":{"rendered":"<p>Mais um conto da escritora <strong>Neyd<\/strong> <strong>Montingelli <\/strong>que fala do amor das meninas por cavalos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/rafa2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-18106\" alt=\"rafa2\" src=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/rafa2.jpg\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/rafa2.jpg 600w, https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/rafa2-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p><b>Montar qualquer cavalo<\/b><\/p>\n<p>A pequena amazona j\u00e1 estava uma mocinha. Gostava muito de animais. Cavalos, principalmente cavalos. Ia ser veterin\u00e1ria, isto estava certo desde que ela tinha 6 anos.<\/p>\n<p>Gostava de c\u00e3es tamb\u00e9m. Quando era bem pequena tinha uma cadelinha poodle chamada N\u00e1dia que n\u00e3o largava.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou a montar com 9 anos, quando o pai descobriu a escolinha da H\u00edpica e logo identificou-se com o esporte. Por ela ficaria com os cavalos todos os dias.<\/p>\n<p>Ela dizia que queria andar \u00e0 cavalo em outro lugar, s\u00f3 para experimentar. A fam\u00edlia foi passar o s\u00e1bado em um Hotel fazenda. Ela tinha uns 11anos e levou uma amiga que tamb\u00e9m montava. Mal haviam chegado e as duas meninas j\u00e1 foram explorar o lugar em busca dos cavalos. Encontraram um cercado com v\u00e1rios animais sendo preparados para os h\u00f3spedes.<\/p>\n<p>L\u00e1 vem a menina, com bota e culote, totalmente preparada para a montaria. O rapaz faz as perguntas de praxe e o pai mais que depressa pede:<\/p>\n<p>&#8211; D\u00ea um cavalo melhor para ela. Ela sabe montar. Escolha um cavalo mais animado e n\u00e3o um cavalo de pres\u00e9pio para minha filha. Pode deixar que ela se vira.<\/p>\n<p>O rapaz vai l\u00e1 atr\u00e1s e vem com um cavalo pouca coisa diferente dos outros e entrega para a menina que impaciente j\u00e1 monta. Ela queria sair dali sozinha e desbravar aquelas terras, mas o rapaz foi taxativo fazendo um discurso enorme, do que tinha que ser feito, onde andar, em fila, etc., etc. E sa\u00edram. O pai voltou para o restaurante e junto com a m\u00e3e e a irm\u00e3zinha, ficaram na varanda aguardando a volta do passeio das duas.<\/p>\n<p>Depois de uns 40 minutos, uma barulheira \u00e9 ouvida e uns assobios, uns gritos. A fam\u00edlia vai at\u00e9 a ponta da varanda e o que v\u00ea? A filha vindo a todo galope naquele cavalo que parecia molenga, com os cabelos longos voando ao vento, (lembrou Lady Godiva, s\u00f3 que estava completamente vestida e ainda era uma crian\u00e7a). Atr\u00e1s dela vinha o rapaz que deveria estar guiando a comitiva tentando acompanhar o galope com o seu ent\u00e3o cavalo de pres\u00e9pio, que a todo instante gritava para ela parar.<\/p>\n<p>Os pais ficaram estupefatos olhando a cena e correram atr\u00e1s. A menina estava radiante.<\/p>\n<p>&#8211; Pai, foi muito legal. Voc\u00ea viu? Consegui que ele galopasse muito r\u00e1pido. Posso ir de novo, posso? Paga de novo pai, paga.<\/p>\n<p>Dif\u00edcil foi acalmar o rapaz e pedir desculpas pelo comportamento da menina. Nada que uma boa conversa e um novo pagamento n\u00e3o resolvam. Depois de uns longos minutos os outros h\u00f3spedes chegaram e ele n\u00e3o pode negar mais uma volta para a menina fujona. N\u00e3o sem antes ela prometer que n\u00e3o iria mais sair correndo daquele jeito.<\/p>\n<p>No ano seguinte estava na hora dela sair da escolinha e passar de fase. Estava pronta para saltar 1,0m e ter o seu pr\u00f3prio cavalo. S\u00f3 que um bom animal n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de conseguir e o pre\u00e7o \u00e9 sempre alto, geralmente o primeiro cavalo custa o mesmo que o primeiro carro que uma fam\u00edlia compra.<\/p>\n<p>O pai foi a procura de um cavalo que estivesse dentro das posses e que fosse adequado a sua princesa, nos meios h\u00edpicos.<\/p>\n<p>A m\u00e3e tamb\u00e9m foi procurar, mas por outros lados. Quem sabe n\u00e3o encontraria um cavalo bem barato e bem bonzinho para que a filha pudesse divertir-se e treinar em casa? Moravam em uma casa tipo ch\u00e1cara, com um grande terreno que poderia muito bem abrigar um cavalo e at\u00e9 fazer uma pista para treinos. Por que n\u00e3o?<\/p>\n<p>M\u00e3e e filha procuraram nos classificados e encontraram um an\u00fancio de um animal na Regi\u00e3o Metropolitana. Sem o pai saber, l\u00e1 foram as duas dar s\u00f3 uma olhadinha.<\/p>\n<p>Chegaram a uma casa grande de madeira e uma senhora gordinha e de bra\u00e7os roli\u00e7os veio receber. Disse que a \u00e9gua chamava-se Melody e tinha 8 anos. O pre\u00e7o era o mesmo de um c\u00e3o, e sem pedigree!<\/p>\n<p>A \u00e9gua estava em uma baia nos fundos do enorme terreno. A mulher disse que o filho j\u00e1 ia chegar do trabalho e poderia conversar melhor. Uma mocinha sardenta surgiu do nada e foi abrindo a portinhola. A enorme \u00e9gua era realmente bonita. A menina foi logo conversando com a mocinha e as duas foram pegando manta, sela e colocando perto da baia. A mulher gordinha ficou nervosinha e foi brigando com a mocinha:<\/p>\n<p>&#8211; Dirce, voc\u00ea n\u00e3o sabe ponh\u00e1 a sela na \u00e9gua&#8230;<\/p>\n<p>-Mas m\u00e3e, a guria disse que sabe ponh\u00e1. \u2013 A mocinha retruca daquele jeito simpl\u00f3rio.<\/p>\n<p>Enquanto falava, entrou na baia e foi puxando a \u00e9gua pela corda que estava amarrada no seu pesco\u00e7o. A senhora gordinha estava um tanto agitada, mas ajudou com os artefatos. A m\u00e3e da \u201cguria\u201d deu uns passos para tr\u00e1s, tentando n\u00e3o atrapalhar, j\u00e1 que n\u00e3o entendia de encilhar cavalos.<\/p>\n<p>Nisso a menina subindo em um caixote, colocou cabe\u00e7ada e freio na \u00e9gua. Depois, com a ajuda da Dirce, colocou a manta e a sela. Com muito esfor\u00e7o, apertou a sela, pois as m\u00e3ozinhas eram pequenas para aquelas tiras duras e velhas. A senhora gordinha o tempo todo falava que n\u00e3o sabia colocar todas essas coisas em um cavalo e ficou admirada da guria fazer aquilo. Com o cavalo pronto, a menina sem cerim\u00f4nias subiu no caixote e montou a \u00e9gua. Neste instante chegou o filho da senhora gordinha, que era o dono da \u00e9gua. Depois das apresenta\u00e7\u00f5es ele foi examinar se a sela estava bem colocada e disse para a menina andar com ela pelo terreno. Nem precisava mandar. A menina saiu com a \u00e9gua toda faceira. Deu a volta na casa, foi e voltou pelo terreno v\u00e1rias vezes, como se j\u00e1 conhecesse a \u00e9gua h\u00e1 tempos.<\/p>\n<p>Enquanto isso, as duas m\u00e3es conversavam. A m\u00e3e da menina ficou muito nervosa depois dessa conversa. \u00c9 que a m\u00e3e gordinha disse que a \u00e9gua era muito brava e n\u00e3o deixava ningu\u00e9m colocar sela nem montar. S\u00f3 o filho dela podia fazer isso. Ela estava admirada da coragem da menina em fazer aquilo tudo com um cavalo desconhecido e mais ainda da \u00e9gua ter aceitado a guria colocar a sela e montar sem dar coice.<\/p>\n<p>O pior \u00e9 que o filho estava ao lado e concordou, mas falava que a \u00e9gua era boa para trabalho. O que ele queria mesmo era vender o animal.<\/p>\n<p>Quando a menina desceu da \u00e9gua, a m\u00e3e quase rezou ali mesmo. Agradeceu \u00e0 fam\u00edlia toda e disse que entraria em contato caso resolvessem ficar com a Melody.<\/p>\n<p>Na volta para casa as duas conversavam e a menina ainda disse que a \u00e9gua era muito boa e aceitava os comandos. S\u00f3 que era muito velha e como disse a senhora gordinha, era muito brava. Adeus Melody, foi um prazer.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca as duas ficaram chateadas com o pai que ficou uma fera e n\u00e3o aceitou a id\u00e9ia de ter um cavalo em casa. Mas, com certeza, foi para o bem, pois algum tempo depois o pai fez um excelente neg\u00f3cio com um cavalo baio do interior do estado. A menina ficou muito bem com ele, ganhando competi\u00e7\u00f5es, trof\u00e9us e medalhas e s\u00f3 aumentando o seu amor, a sua vontade e o seu destemor em montar qualquer cavalo, independente da fama que tenha, at\u00e9 hoje, anos depois.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/rafa1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-18107\" alt=\"rafa1\" src=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/rafa1.jpg\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/rafa1.jpg 600w, https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/rafa1-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><em>Conto de Neyd M.M.Montingelli.<\/em><\/strong><br \/>\n<em>Neyd nasceu e mora em Curitiba, casada, tem 4 filhas e 1 neto, formada em Psicologia, com especializa\u00e7\u00f5es em Nutri\u00e7\u00e3o, Queijos, Leite e outros cursos na \u00e1rea de animais. J\u00e1 teve cria\u00e7\u00e3o de Cabras e um Latic\u00ednio. \u00c9 aposentada pela Caixa Econ\u00f4mica e agora escreve sobre a fam\u00edlia, cr\u00f4nicas e contos tendo 8 livros j\u00e1 publicados.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Fotos: Hipics<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um conto da escritora Neyd Montingelli que fala do amor das meninas por cavalos. Montar qualquer cavalo A pequena amazona j\u00e1 estava uma mocinha. Gostava muito de animais. Cavalos, principalmente cavalos. Ia ser veterin\u00e1ria, isto estava certo desde que ela tinha 6 anos. Gostava de c\u00e3es tamb\u00e9m. 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