{"id":11442,"date":"2012-11-06T16:54:40","date_gmt":"2012-11-06T16:54:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/?p=11442"},"modified":"2012-11-06T16:54:40","modified_gmt":"2012-11-06T16:54:40","slug":"projeto-transforma-cavalo-pantaneiro-em-patrimonio-cultural-de-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/projeto-transforma-cavalo-pantaneiro-em-patrimonio-cultural-de-mt\/","title":{"rendered":"Projeto transforma cavalo pantaneiro em patrim\u00f4nio cultural de MT"},"content":{"rendered":"<p>O primeiro-secret\u00e1rio da Assembleia Legislativa, deputado estadual Mauro Savi (PR), \u00e9 autor do Projeto de Lei, que declara o &#8220;Cavalo Pantaneiro&#8221; integrante do patrim\u00f4nio cultural e gen\u00e9tico de Mato Grosso. &#8220;Por muito tempo essa ra\u00e7a foi esquecida e desvalorizada pela maioria, principalmente como representante hist\u00f3rico e cultural do territ\u00f3rio mato-grossense&#8221;, disse o deputado, ao lembrar que a ra\u00e7a de origem ib\u00e9rica formou-se de maneira natural, pela segrega\u00e7\u00e3o, h\u00e1 quase duzentos anos nos munic\u00edpios de Pocon\u00e9, C\u00e1ceres, Santo Ant\u00f4nio de Leverger, Bar\u00e3o de Melga\u00e7o e Cuiab\u00e1, localidades que comp\u00f5em a regi\u00e3o dos Pantanais do Estado.<\/p>\n<p>&#8220;Podemos consider\u00e1-lo um fator de seguran\u00e7a nacional porque pode ainda vir a desempenhar, nas regi\u00f5es de dif\u00edcil acesso, o importante papel de salvaguarda dos limites territoriais. Al\u00e9m de ser um fator econ\u00f4mico-social, porque a totalidade da popula\u00e7\u00e3o que habita o Pantanal tem no Pantaneiro importante meio de transporte, sobretudo nas cheias, e sua mais importante fun\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica se faz sentir junto \u00e0 bovinocultura&#8221;, defendeu o autor do projeto.<\/p>\n<p>O Cavalo Pantaneiro, um dos animais mais antigos do Brasil, nasceu da mistura das ra\u00e7as C\u00e9litos Luzitanos e Andaluzes e teve in\u00edcio ap\u00f3s batalha dos \u00edndios Guaicurus &#8211; habitantes da regi\u00e3o do Pantanal &#8211; com os espanh\u00f3is que na \u00e9poca perderam o confronto e tamb\u00e9m os animais. Embora de pequeno porte, o Cavalo Pantaneiro possui caracter\u00edsticas inigual\u00e1veis, entre elas a resist\u00eancia ao trabalho extremo e cont\u00ednuo, a capacidade de resistir a longas caminhadas e o gosto e facilidade para trabalhar com bovinos. Para se ter uma id\u00e9ia, esse tipo de animal consegue permanecer com as pernas dentro d&#8221;\u00e1gua por mais de quatro meses, dia e noite, enquanto que para outras ra\u00e7as, isso \u00e9 um fator predominante para apodrecer o casco e dar febre.<\/p>\n<p>Embora a ra\u00e7a tenha sofrido decl\u00ednio no final do s\u00e9culo XIX, em raz\u00e3o de doen\u00e7as como &#8220;a peste das cadeiras&#8221; e a anemia infecciosa equina, saiu fortalecida e ganhou cuidados especiais. Tanto que, em 1972 um pequeno grupo de pessoas resolveu fundar a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Criadores de Cavalo Pantaneiro (ABCCP), com sede em Pocon\u00e9. Esse per\u00edodo \u00e9 considerado um marco para os criadores, que decidiram fomentar a cria\u00e7\u00e3o. A partir da\u00ed, o grupo passou a congregar os criadores, organizar e manter o Registro Geneal\u00f3gico da ra\u00e7a, al\u00e9m de estudar todos os assuntos referentes \u00e0 esp\u00e9cie. Essa mobiliza\u00e7\u00e3o resultou na valoriza\u00e7\u00e3o do Pantaneiro, que hoje, est\u00e1 presente em muitos estados brasileiros e em alguns pa\u00edses, a exemplo dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8220;Para se ter uma ideia, o animal que tamb\u00e9m \u00e9 considerado companheiro insepar\u00e1vel do vaqueiro, possui qualidades jamais vistas entre as ra\u00e7as. \u00c9 t\u00e3o resistente que durante a cheia, ele se alimenta de plantas aqu\u00e1ticas e muda radicalmente sua alimenta\u00e7\u00e3o no per\u00edodo da seca comendo apenas cascas de pau e folhas. \u00c9 admir\u00e1vel&#8221;, observou o parlamentar ao refor\u00e7ar que a iniciativa visa t\u00e3o somente conservar e preservar a ra\u00e7a que foi carinhosamente moldada pelas m\u00e3os de Deus.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/cavalo-pantaneiro-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-11443\" title=\"cavalo-pantaneiro-2\" src=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/cavalo-pantaneiro-2.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/cavalo-pantaneiro-2.jpg 700w, https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/cavalo-pantaneiro-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/cavalo-pantaneiro-2-449x300.jpg 449w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro-secret\u00e1rio da Assembleia Legislativa, deputado estadual Mauro Savi (PR), \u00e9 autor do Projeto de Lei, que declara o &#8220;Cavalo Pantaneiro&#8221; integrante do patrim\u00f4nio cultural e gen\u00e9tico de Mato Grosso. &#8220;Por muito tempo essa ra\u00e7a foi esquecida e desvalorizada pela maioria, principalmente como representante hist\u00f3rico e cultural do territ\u00f3rio mato-grossense&#8221;, disse o deputado, ao lembrar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[16],"tags":[1386],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p2OUwu-2Yy","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11442"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11442"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11442\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11444,"href":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11442\/revisions\/11444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}