{"id":23770,"date":"2014-10-30T09:36:15","date_gmt":"2014-10-30T11:36:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/?p=23770"},"modified":"2014-10-30T09:36:15","modified_gmt":"2014-10-30T11:36:15","slug":"homem-troca-esposa-por-cavalo-e-transforma-animal-em-supercampeao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/homem-troca-esposa-por-cavalo-e-transforma-animal-em-supercampeao\/","title":{"rendered":"Homem troca esposa por cavalo e transforma animal em supercampe\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h5>Bagd\u00e1 n\u00e3o se arrepende da decis\u00e3o e garante que cavalo mudou sua vida.<br \/>\nAlaz\u00e3o Irion McCoy \u00e9 reconhecido internacionalmente por sua performance.<\/h5>\n<p>Quando o potiguar Manuel Leandro Filho, o Bagd\u00e1, de 64 anos, teve o primeiro contato com o cavalo Irion McCoy, em meados de 1993, e resolveu lev\u00e1-lo para casa, em Peru\u00edbe, no litoral de S\u00e3o Paulo, ele nem poderia imaginar que o alaz\u00e3o seria protagonista de uma hist\u00f3ria que mudaria o rumo da pr\u00f3pria vida. Casado e passando por um momento financeiro complicado, Bagd\u00e1 foi colocado na berlinda pela at\u00e9 ent\u00e3o esposa, sendo intimado a escolher entre ficar com ela ou continuar com o animal. A reposta foi r\u00e1pida e n\u00e3o teve mais volta. Ele deixou a mulher seguir o pr\u00f3prio caminho e cuidou t\u00e3o bem daquele novo \u2018filho\u2019 que transformou McCoy em um super campe\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/bagda2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-23771\" src=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/bagda2.jpg\" alt=\"cavalo\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/bagda2.jpg 620w, http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/bagda2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Atualmente, Irion McCoy \u00e9 o maior participante e ganhador de pr\u00eamios de cavalos \u00c1rabes em provas funcionais da ra\u00e7a no Brasil. Ele \u00e9 treinado pelo domador e propriet\u00e1rio do haras que leva o mesmo nome do dono: Bagd\u00e1.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de proximidade entre os dois come\u00e7ou no interior de S\u00e3o Paulo, quando o empres\u00e1rio viu o pangar\u00e9 amarrado em um canto e foi \u2018conversar\u2019 com ele. \u201cTem coisa que n\u00e3o d\u00e1 para explicar direito. Ele era usado para carregar leite. Me aproximei, dei uns tapinhas nele e parece que o bicho gostou. Dei meia volta pra ir embora e ele relinchou, como se estivesse me chamando. Fui atr\u00e1s do dono, paguei uns cruzeiros e trouxe ele\u201d, conta.<\/p>\n<p>A felicidade de Bagd\u00e1 com a chegada de McCoy ao litoral n\u00e3o contagiou a esposa do cavaleiro. Ele lembra que a ex-mulher viajava bastante para Santa Catarina e a rela\u00e7\u00e3o dos dois j\u00e1 estava um pouco distante antes da separa\u00e7\u00e3o. O casal estava junto h\u00e1 cerca de 10 anos e o ci\u00fame dela pelo cavalo era t\u00e3o grande que resolveu p\u00f4r em xeque a rela\u00e7\u00e3o entre Bagd\u00e1 e seu alaz\u00e3o. \u201cEla j\u00e1 ia sempre com a filha para o sul do pa\u00eds, ficava dias por l\u00e1 e depois voltava. Numa dessas vezes me intimou e perguntou se eu queria ela ou o cavalo. Eu fiquei com McCoy e n\u00e3o me arrependo\u201d, disse.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio conta que, na \u00e9poca, passava por dificuldades financeiras e a decis\u00e3o, embora dif\u00edcil, mostrou uma nova dire\u00e7\u00e3o para sua vida. &#8220;Com a separa\u00e7\u00e3o deixei a propriedade para ela e fui dormir na cocheira de madeira com ele, porque estava numa draga danada. Fiquei l\u00e1 uns tr\u00eas ou quatro meses, mas muito feliz. Foi assim que criamos um la\u00e7o maior que amizade. Ele \u00e9 um peda\u00e7o de mim&#8221;, revela Bagd\u00e1.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o para o empres\u00e1rio ter escolhido deixar a mulher e ficar com o alaz\u00e3o tem um porqu\u00ea. \u201cQuando eu era pequeno, ainda l\u00e1 no Rio Grande do Norte, eu tinha um cavalo que ganhei do padrinho e ele foi vendido sem eu poder fazer nada. Fiquei com aquilo na cabe\u00e7a, sempre pensando que teria um cavalo e n\u00e3o ia deix\u00e1-lo. Acho que foi um trauma\u201d.<\/p>\n<p>Depois que rompeu com a ent\u00e3o esposa, h\u00e1 mais de 16 anos, o sucesso come\u00e7ou a surgir na vida de Bagd\u00e1 e de seu \u2018filho\u2019. Irion McCoy \u00e9 um puro-sangue da ra\u00e7a \u00c1rabe, uma das ra\u00e7as mais antigas do mundo. Ele est\u00e1 com 27 anos, idade que, para alguns especialistas da \u00e1rea, \u00e9 considerado \u2018velho\u2019 para disputar algumas modalidades.<\/p>\n<p>No entanto, em toda a carreira vitoriosa do animal, ele conta com 89 participa\u00e7\u00f5es, sendo 45 t\u00edtulos e 21 segundas coloca\u00e7\u00f5es, al\u00e9m da maior participa\u00e7\u00e3o e o maior n\u00famero em pr\u00eamios em provas como a de tambores \u2013 quando o cavalo precisa dar voltas em objetos na pista. Esses dados est\u00e3o registrados na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Criadores do Cavalo \u00c1rabe (ABCCA), criada h\u00e1 50 anos. McCoy conquistou ainda cinco t\u00edtulos internacionais e um vice e segue competindo tamb\u00e9m nos haras pelo interior do Brasil.<\/p>\n<p>Perguntado sobre o segredo da alta performance do animal, Bagd\u00e1 destaca o temperamento do alaz\u00e3o. \u201cEle \u00e9 muito calmo e tranquilo. Se levar ele com jeito, na boa, ele vai com tudo. N\u00e3o adianta dar tranco, porque ele \u00e9 um cavalo diferente, tanto que ele adora treinar com crian\u00e7as. \u00c9 um bom professor de hipismo\u201d, brinca.<\/p>\n<p>Fam\u00edlia<br \/>\nMesmo depois de tanto esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o ao cavalo, Bagd\u00e1 arrumou tempo para um novo amor. H\u00e1 16 anos, ele conheceu Martha Regina Morais, com quem teve a filha Elisabeth Morais. As duas mulheres s\u00e3o montadoras e orientadas pelo pr\u00f3prio marido e pai, respectivamente. Juntos, eles formam a verdadeira fam\u00edlia do empres\u00e1rio. \u201cEsse cavalo mudou a minha vida. Eu sou um cabra aben\u00e7oado. N\u00f3s vamos morrer juntos\u201d, finaliza emocionado.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/bagda1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-23772\" src=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/bagda1.jpg\" alt=\"cavalo\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/bagda1.jpg 620w, http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/bagda1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><strong>Fonte: Globo<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Hipismoeco\"><em><strong>Curta a p\u00e1gina do Hipismo&amp;Co no Facebook.<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/hipismo_co\"><em><strong>Siga o Hipismo&amp;Co no Twitter.<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/instagram.com\/hipismoeco\"><em><strong>Siga o Hipismo&amp;Co no Instagram. @hipismoeco<\/strong><\/em><\/a>.<\/p>\n<p><em><strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/Hipismoeco\">Inscreva-se no canal do Hipismo&amp;Co no Youtube.<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bagd\u00e1 n\u00e3o se arrepende da decis\u00e3o e garante que cavalo mudou sua vida. Alaz\u00e3o Irion McCoy \u00e9 reconhecido internacionalmente por sua performance. Quando o potiguar Manuel Leandro Filho, o Bagd\u00e1, de 64 anos, teve o primeiro contato com o cavalo Irion McCoy, em meados de 1993, e resolveu lev\u00e1-lo para casa, em Peru\u00edbe, no litoral&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[1685,16],"tags":[2633],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p2OUwu-6bo","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23770"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23770"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23770\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23773,"href":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23770\/revisions\/23773"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}