{"id":16953,"date":"2013-09-18T16:17:06","date_gmt":"2013-09-18T19:17:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/?p=16953"},"modified":"2014-07-18T14:26:42","modified_gmt":"2014-07-18T17:26:42","slug":"amor-e-medo-do-cavalo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/amor-e-medo-do-cavalo\/","title":{"rendered":"Amor e medo do cavalo"},"content":{"rendered":"<p>A escritora <strong>Neyd<\/strong> <strong>Montingelli <\/strong>mais uma vez nos presenteou com um conto sobre meninas e cavalos. O conto de hoje \u00e9 sobre uma jovem que mesmo apaixonada por cavalos teve que enfrentar o seu medo pelos equinos.<\/p>\n<div><script src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\" async=\"\"><\/script><!-- Hipismo&#038;co_468 --> <ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: inline-block; width: 468px; height: 60px;\" data-ad-client=\"ca-pub-3864504410962450\" data-ad-slot=\"2893279329\"><\/ins><script>\/\/ <![CDATA[\n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n\/\/ ]]><\/script><\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/amazona1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-16954\" style=\"border: 0px none;\" src=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/amazona1.jpg\" alt=\"amazona1\" width=\"418\" height=\"232\" srcset=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/amazona1.jpg 418w, http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/amazona1-300x166.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 418px) 100vw, 418px\" \/><\/a><\/p>\n<div><script src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\" async=\"\"><\/script><!-- Hipismo&#038;co_468 --> <ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: inline-block; width: 468px; height: 60px;\" data-ad-client=\"ca-pub-3864504410962450\" data-ad-slot=\"2893279329\"><\/ins><script>\/\/ <![CDATA[\n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n\/\/ ]]><\/script><\/div>\n<p><strong>Amor e medo do cavalo<\/strong><\/p>\n<p>Eu sempre gostei de cavalos. Desde pequena amo estes animais grandes, fortes e imponentes. Eles exerciam um fasc\u00ednio sobre mim que nunca soube explicar.<\/p>\n<p>Lembro de procurar figuras de cavalos para colocar nos meus livros. De querer cadernos que tivessem cavalos na capa. De ter blusas, casacos, meias, toalhas, lencinhos com cavalos. Meu quarto era inteiro enfeitado de cavalinhos, cavalos, caval\u00f5es. A todo lugar que eu fosse, tinha que trazer alguma coisinha de um equino.<\/p>\n<p>Como a fam\u00edlia inteira j\u00e1 sabia do meu amor por esse animal, nos anivers\u00e1rios e nas outras datas, sempre ganhava presentes que envolvessem cavalos. Eu adorava!<\/p>\n<p>Nunca havia montado. A paix\u00e3o era gratuita. Era apenas pelo animal em si. Cavalo pelo cavalo. N\u00e3o importava a ra\u00e7a, a cor, o tamanho, a aptid\u00e3o. Nem sei como come\u00e7ou. Acho que nasci com este amor por eles.<b> <\/b>Tenho fotos de ainda beb\u00ea brincando com um cavalinho de brinquedo, ent\u00e3o, acho que algu\u00e9m influenciou-me. S\u00f3 que eu pergunto e ningu\u00e9m aqui em casa sabe responder de onde surgiu aquele brinquedo. Um mist\u00e9rio!<\/p>\n<p>Assim como as meninas amam seus artistas preferidos, mas sabem que nunca v\u00e3o poder se encontrar com um Justin Bieber da vida, at\u00e9 meus quase12 anos jamais tinha pensado em me aproximar de um cavalo real. Ainda mais morando em Curitiba e em um apartamento no centro da cidade!<\/p>\n<p>Perto do meu anivers\u00e1rio de 12 anos, uma tia que morava na Europa veio visitar-nos. Sabendo da minha paix\u00e3o, trouxe-me um uniforme completo de equita\u00e7\u00e3o. Foi o presente mais bonito e interessante que eu j\u00e1 tinha recebido. Serviu direitinho e eu fiquei \u201cme achando\u201d.<\/p>\n<p>Ela ficou espantada de eu n\u00e3o fazer aulas de equita\u00e7\u00e3o. Eu n\u00e3o entendi. Por que aula? S\u00f3 porque eu gosto de cavalos tenho que montar neles? Nossa, aquilo deixou-me com um medo terr\u00edvel. Nunca tinha pensado nisso! Chegar perto de um cavalo, passar a m\u00e3o nele, MONTAR NELE. Seria poss\u00edvel? Em Curitiba? Onde? Cavalos de quem? E o medo? O que eu faria com ele? Como falar para minha tia que eu estava com muiiiito medo?<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o eu s\u00f3 tinha visto aqueles cavalos magros dos catadores de papel. Eu nem conseguia olhar. Tinha tanta pena, que dava vontade de levar um peda\u00e7o de p\u00e3o para o cavalo. Por falar nisso, cavalo come p\u00e3o? Nossa, naquele tempo eu amava tanto os cavalos, mas n\u00e3o sabia NADA a respeito dos cavalos de verdade. Descobri que eu amava a FIGURA do cavalo e n\u00e3o o ANIMAL CAVALO. \u00c9 uma grande diferen\u00e7a!<\/p>\n<p>Esta minha tia disse que tomaria uma provid\u00eancia quanto a isso. No s\u00e1bado passou l\u00e1 em casa e fomos \u00e0 H\u00edpica. Na verdade, este dia mudou a minha vida, al\u00e9m de saber que foi ela quem me presenteou com o cavalinho das fotos.<\/p>\n<p>Nunca soube o que era uma H\u00edpica. Aos 12 anos a gente pensa que sabe muita coisa, s\u00f3 porque tem um computador e conversa com pessoas de lugares diferentes, mas n\u00e3o conhece a pr\u00f3pria cidade. Fiquei encantada!<\/p>\n<p>Aquele lugar parecia m\u00e1gico. As pessoas andavam e falavam uma l\u00edngua diferente, era a l\u00edngua de quem ama os cavalos. \u00c9 claro que ningu\u00e9m deu a m\u00ednima para a minha presen\u00e7a. Ningu\u00e9m falou comigo, parecia que eu era invis\u00edvel. Mas eu n\u00e3o fui at\u00e9 l\u00e1 ver pessoas, eu quis justificar. Fui ver cavalos e cavalos n\u00e3o falam mesmo!<\/p>\n<p>Paramos no grande cercado j\u00e1 na entrada, onde v\u00e1rias pessoas estavam saltando as \u201ccerquinhas\u201d (mais tarde aprendi que o nome correto era obst\u00e1culos). Ficamos observando e eu continuei \u00a0encantada! As mo\u00e7as tinham uma postura t\u00e3o bonita. Os rapazes e at\u00e9 os homens pareciam uns Lords, daqueles filmes de \u00e9poca. Aquele capacete, aquelas luvas. Os cavalos eram bel\u00edssimos! Acho que todos eles tomaram banho e foram ao cabeleireiro antes de se apresentarem ali!<\/p>\n<p>\u00c9 claro que depois tamb\u00e9m, descobri, ou melhor, aprendi, que eles tomam banho ap\u00f3s o trabalho e que aquilo era somente um treino. Eu ficaria mais maravilhada ainda no final de semana seguinte, nos dias de competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em seguida fomos \u00e0s baias. Nunca pensei que os cavalos pudessem ficar em um lugar t\u00e3o pequeno e todos ali, sossegados. Mas o medo estava comigo, aumentando, aumentando cada vez que eu chegava mais perto deles.<\/p>\n<p>Um homem todo sorridente com botas de cano longo apareceu. Ele falou com minha tia por muito tempo e foi mostrando as instala\u00e7\u00f5es dos cavalos, apresentando os tratadores e certas pessoas que passavam pelo corredor. Quanto a mim, fiquei invis\u00edvel ap\u00f3s os cumprimentos iniciais e dizer que gostava muito de cavalos (no papel e inanimados, esta parte ele n\u00e3o ouviu).<\/p>\n<p>Ele entrou em uma baia e trouxe um cavalo castanho pequeno at\u00e9 perto da minha tia. Eu dei uns 10 passos para tr\u00e1s. Meu cora\u00e7\u00e3o veio no pesco\u00e7o e eu senti ele pulsando na minha orelha. O homem deu risada. E j\u00e1 foi falando: \u201cu\u00e9? A mocinha tem medo de cavalo? Mas voc\u00ea n\u00e3o gosta de cavalo?\u201d Fiquei muito chateada com isso.<\/p>\n<p>O tratador que estava varrendo a baia, veio perto de mim e disse baixinho:<\/p>\n<p>-Quer que eu te ajude? Eu que cuido desse cavalo. Ele \u00e9 bonzinho. Olha no olho dele, vem que eu te ensino e eu cuido de voc\u00ea. N\u00e3o vou deixar acontecer nada com voc\u00ea. Prometo.- E estendeu aquela m\u00e3o grande e cheia de calos. Gostei dele.<\/p>\n<p>Olhei para ele e peguei naquela enorme m\u00e3o grossa. Confortada pelas palavras e pelas m\u00e3os fortes, fui com ele. O homem sorridente j\u00e1 estava conversando com a minha tia sobre a Europa e nem ligou mais para mim, para o cavalo ou para o tratador.<\/p>\n<p>O Tratador, sim, com T mai\u00fasculo, chamado Ju\u00edlson, apresentou-me o cavalo, disse para eu olhar na orelha dele. Se a orelha estiver virada para a minha dire\u00e7\u00e3o, quer dizer que o cavalo sabe que eu estou ali, que ele escutou e est\u00e1 me vendo. Ele\u00a0 disse que a orelha acompanha o olho. Eu fiquei t\u00e3o curiosa com essa informa\u00e7\u00e3o e t\u00e3o confiante pela presen\u00e7a dele que perdi o medo.<\/p>\n<p>O cavalo chamava-se Well-knit, era pequeno e todo durinho e arredondado. O seu pelo castanho brilhava ao sol. A crina e a cauda um tom mais escuro eram sedosas e bem lisas. Parecia bem sossegado.<\/p>\n<p>Ju\u00edlson pegou a minha m\u00e3o e colocou na testa dele. Um arrepio de medo correu pelas minhas costas, mas foi embora quando olhei bem nos olhos do Well-knit. Ele encostou o nariz no meu rosto. Eu quase desmaiei. \u201cPronto, pensei, agora ele me morde\u201d. Nada. O Tratador deu-me uma cenoura enorme e mandou que eu segurasse para ele comer. Assim que ele abocanhou um peda\u00e7o larguei e a cenoura caiu. Ju\u00edlson riu e disse que eu tinha que segurar, pois o cavalo cortava os peda\u00e7os para comer. E o medo dele morder os meus dedos?<\/p>\n<p>E assim foi, eu, o Tratador e o cavalo rindo e nos conhecendo e minha tia e o homem de botas conversando. Depois de muito tempo fomos para casa. No caminho a tia perguntou se eu gostaria de fazer aula de equita\u00e7\u00e3o na Escolinha da H\u00edpica e aprender mais sobre os cavalos. Adorei a ideia.<\/p>\n<p>E foi a\u00ed que come\u00e7ou realmente a minha vida com os cavalos. Agora com os cavalos de verdade. Aqueles de carne e ossos. Aqueles que interagem conosco, que nos reconhecem, que pedem cenoura quando chegamos perto, que saltam as \u201ccerquinhas\u201d, que nos d\u00e3o realmente alegria.<\/p>\n<p>S\u00f3 ent\u00e3o aquela paix\u00e3o que eu tinha por cavalos de filmes, de brinquedos, de fotos, de desenho foi transformada em amor verdadeiro por um ser vivente. Hoje o Well-knit \u00e9 meu e juntos participamos das competi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas uma li\u00e7\u00e3o eu aprendi: quando vejo uma menina nova na H\u00edpica, vou sempre falar com ela, pois lembro do dia em que cheguei aqui e andei invis\u00edvel por entre as pessoas. E tamb\u00e9m, nunca vou for\u00e7ar ningu\u00e9m a chegar perto dos cavalos, a pessoa pode ter medo como eu tinha.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/amazona2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-16955\" style=\"border: 0px none;\" src=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/amazona2.jpg\" alt=\"amazona2\" width=\"600\" height=\"170\" srcset=\"http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/amazona2.jpg 600w, http:\/\/www.hipismoeco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/amazona2-300x85.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><em>Conto de Neyd M.M.Montingelli.<br \/>\n<\/em><\/strong><br \/>\n<em>Neyd nasceu e mora em Curitiba, casada, tem 4 filhas e 1 neto, formada em Psicologia, com especializa\u00e7\u00f5es em Nutri\u00e7\u00e3o, Queijos, Leite e outros cursos na \u00e1rea de animais. J\u00e1 teve cria\u00e7\u00e3o de Cabras e um Latic\u00ednio. \u00c9 aposentada pela Caixa Econ\u00f4mica e agora escreve sobre a fam\u00edlia, cr\u00f4nicas e contos tendo 8 livros j\u00e1 publicados.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escritora Neyd Montingelli mais uma vez nos presenteou com um conto sobre meninas e cavalos. O conto de hoje \u00e9 sobre uma jovem que mesmo apaixonada por cavalos teve que enfrentar o seu medo pelos equinos. Amor e medo do cavalo Eu sempre gostei de cavalos. 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